Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Google-Translate-Portuguese to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese

ONLINE
3




Partilhe esta Página



 

how to watch super bowl 2021 for free


Total de visitas: 1464046
TEXTOS VENCEDORES - IV AMOR ENTRE MÃES E FILHOS
TEXTOS VENCEDORES - IV AMOR ENTRE MÃES E FILHOS

TEXTOS VENCEDORES DO IV CONCURSO LITERÁRIO AMOR ENTRE MÃES E FILHOS

 

 EM POESIA

 

 - MEDALHA DE OURO

  

MARLENE BITTENCOURT (PENHA - SP)

  

MINHA MÃE

  

Seu sorriso era de paz

O amor mostrava no ar

Seu jeito de falar

Mostrava o paraíso.


Seu abraço era conforto

Ao contar, me aconselhava

Sem você estou morta

Hoje não sou tão calma.

 

Lembro quando eu chorava

Para teu colo eu corria

Você me acolhia

O medo eu esquecia.


De você eu tinha carinho

Protegida me sentia

Por mim, minha mãezinha,

Jamais será esquecida.

 

 

- MEDALHA DE PRATA

 

BRENO SAMPAIO (PARANAGUÁ - PR)

 

MÃE PRETA NÊGA VÉIA

 

Hoje inté faz tanto tempo

Que inté  me insqueço do começo

Quando a nêga veia minha mãe me falou

Minha fia vosmicê é preta

Ande sempre pelas direita

Pro  orguio dos brancos não te pisar.

 

Os tempo fórum passando

Eu e a nêga  veia sustentando

Os fios dos brancos e amamentando

Com esse leite da nêga veia de cor

As história eu e a nêga veia contava

Pra os fios brancos

E amamentava e acalentava

Prêle dormir.

 

Inda inté hoje nêga veia não insquece

Do dia em que fez um aprece

Pro senhor branco num mais lhe bater

Apanhou tanto que seu lombo sangrava

Os nêgo dos quilombo chorava

Sintindo a merma dô

Digo eu nêga veia,hoje num choro mais

Hoje num apanho mais

Mas pros meus fios branco fui capaz

De contar em versos de meu linguajar

Que o nêgo  preto por ser de cor

Traz o orguio ferido

De apanhar tanto daquele sinhor

Obrigado Senhor Jesus Cristo

Aquele branco que morreu crucificado

A nêga veia pode até frimá

Se Jesus fosse negro

Morria chicoteado

Obrigada senhor Jesus Cristo

Por dar a Luis a argúem

Por libertar a escravidão

Coitada da nêga veia

Morria chicoteada no morão

Minha prenuncia não é correta

Pois eu nêga veia nunca instudou

Mas tem muito fio de branco por aí

Que dá saúde do leite da nêga veia

Inté se formou in douto

Hoje é um dia sagrado

Também da mãe preta gangoaçí i conceição

Peço saúde a todas as Mães

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

Nós num temo mais escravidão.

 

 

 

- MEDALHA DE BRONZE

 

JOSEVÂNIO ALMEIDA DE ARAÚJO (NITERÓI - RJ)

 

MARIA: A MÃE DAS MÃES PERANTE A CRUZ

 

Imagina tu a dor de Maria

ao ver o bom filho na Cruz!

Padecia por lá o bom Jesus

em fatídico e mui cruel dia.

 

Tivera ele ainda de carregar

o instrumento de Sua tortura,

tornando-se mesmo mais dura

a pena do Rei sob o sol de matar.

 

Imagina a dor da mãe ao ver

o uno filho ser maltratado

em praça pública sem mal ter feito!

 

Imagina a dor por nada poder

fazer pra ter o abençoado

filho salvo do humano imperfeito!

 

 

SALETE NASCIMENTO (ARACAJU - SE)

 

AMOR PERFEITO

 

Mulher! É puro e singelo

Teu carinho dispensado.

Teu zelo, tanto cuidado.

Do ninar no dia a dia.

Na tristeza ou alegria

Teu gesto é santificado.

 

Mulher! Doaste o teu ventre

Sem nunca pensar na dor

Teu filho, seja o qual for

Tenha sempre uma palavra

Com sabedoria a mãe salva,

Tens um castelo de amor.

 

Mulher! Você é perfeita

Em paciência e proteção

O teu nobre coração

Não guardas ódio voraz

Por tudo sempre terás

O dom da sublimação.

 

Mulher, você é exemplo

De pureza e perfeição

De dor, de consolação,

Caridade, fé, esperança

Feliz a mulher que alcança

O dom da concepção.

 

Que o amor reine sempre

Deus abençoe mãe querida

Pelas rugas definidas,

Criadas, por tanta dor

Pelo coração de amor,

Por esse presente, VIDA!

 

 

EM PROSA

 

- MEDALHA DE OURO

 

ANTÔNIO PEREIRA (BELO HORIZONTE - MG)

 

NOTÍCIAS DE ALICE

 

     Querida mamãe!

     Como você sabe eu chego em setembro, mês da primavera. Ainda demora um pouquinho, mas não fique tão ansiosa. Tudo vai dar certo e eu estou bem. Enquanto isso, vou dando notícias com um chute aqui, um empurrãozinho ali, ou uma mensagem às duas horas da madrugada para você comer arroz com pequi. Você pensa que esse desejo extravagante é só seu, mas fui eu que dei um toque aqui de dentro. Pra mostrar que nós duas estamos bem conectadas.

     Falar nisso, aqui está tão quentinho, tão confortável que, às vezes, eu nem queria sair. E desde já peço desculpas se eu perturbar seu sono com um ou outro pontapé mais desajeitado à noite. É que eu ainda não tenho muita noção do tempo. Tudo que sei é que meu corpinho vai crescendo e desabrochando no seu ventre como as flores no jardim da vovó.

     Ah! Sei também – já ouvi você sussurrando com o papai (qual menina não é curiosa?) - que meu nome é Alice. Adooorei. Cinco letras, como o seu nome. Cinco são os dedos da mão. Mão que vai me acariciar, trocar minhas fraldas e me dar adeus quando eu for pra escola. Com você, papai e o Felipe eu serei, sim, Alice no país das maravilhas.

     Felipe...meu irmãozinho adorado. Diga pra ele não ficar com ciúmes. Com a minha chegada, em setembro, nada vai mudar em prejuízo dele. Pelo contrário, os gestos de amor e carinho vão se multiplicar como as flores da primavera e nós dois formaremos uma dupla campeã da alegria. E ele vai me ajudar a vencer os primeiros desafios da vida, protegendo-me quando você e o papai estiverem no trabalho.

     E, antes que eu me esqueça, mando um beijo e um abração pra todas as mamães deste mundo, você na frente. Mãe é coisa que não se explica, não se define. Mãe é quando se ultrapassa a fronteira do amor. Muito além das palavras, dos presentes, do próprio dia das mães, lá está ela, soberana. E aqui está você, presença tão aconchegante, que às vezes tenho a impressão de que é você que está dentro de mim.

     Até setembro então, querida mamãe. Me aguarde. Chego junto com as flores...

 

 

- MEDALHA DE PRATA

 

DARCY RIACHO (RIO DE JANEIRO - RJ)

 

OUTRORA LARVA, HOJE ESPLENDOR

 

Prozolina e sua irmã caçula Ernestina cresceram no seio de uma família deveras blandiciosa e repleta de união. Em tal fase, brincavam como boas irmãs, mas a segunda sempre se notabilizou por ser mais aplicada nos estudos que a primeira. De fato Ernestina usualmente era uma das mais dedicadas almas em cada sua classe ao longo da vida (inclusive na faculdade), ao passo que a primogênita, nos colégios, era a típica aluna com nota mediana, a não ser que se alentasse com a matéria a estudar.

Um dia, já na fase adulta, a mais velha pôs-se a varrer a casa após um pedido de sua irmã, justamente com o intento de evitar que a mãe, Eulália, tão logo retornasse possivelmente exausta devido às compras no supermercado, o precisasse fazer. A emissora do pedido, enquanto isso, encarregava-se de trocar “as roupas de cama” – lençóis, fronhas e colchas -, para outrossim aliviar de mais incômodos a progenitora, depois de u’a manhã de extenuante calor.

Assim que a vassoura começou a dançar-lhe pelas mãos ao longo da varanda, percebeu Prozolina pequenos ramos e folhas de samambaia caídos debaixo desta planta suspensa por um gancho, como se fossem fios de cabelos a deixar uma cabeça em estágio inicial de calvície. Visto que houvera uma noite de ventania considerável, não concedeu maior atenção à cena e manteve-se a varrer. Entretanto, no momento em que passaria o pano úmido pelo piso da mesma varanda, notou pequeninas bolas escuras debaixo daquela planta. Primeiramente imaginou tratar-se de terra, mas isto não fazia sentido, pois no curto intervalo de tempo ninguém esbarrara na samambaia. A segunda possibilidade, mais plausível devido às circunstâncias, era a ocorrência de vorazes lagartas, o que se pôde constatar sem maiores percalços. Imediatamente avistou uma a rastejar através de um dos galhos já “pelados”, vítima de seu puro desejo de saciar a fome que a natureza um dia lhe dera em demasia.

A primogênita retirou então o galhinho cuidadosamente e o levou a Dona Eulália, a qual tomou certo susto com a invasora e, em questão de poucos minutos, prontificou-se a vasculhar a planta. Prozolina, por sua vez, começou a ter a mente invadida por lembranças de fatos pretéritos e uma suave metáfora. Afinal, acabara de ver um dos maiores amores de sua mãe ser devorado irracional e instintivamente, jamais por maldade, e transformado em dejetos. Não tardou a jovem a comparar a ação daquele animalzinho ao que ela mesma fizera anos atrás...

Em sua infância e adolescência sempre vira-se patrocinada por Dona Eulália em seus estudos por escolas particulares, cursos diversos e natação, mas parecia ignorar o imenso sacrifício desta em mantê-la rumo ao sucesso. Diversas recuperações estudantis se haviam feito necessárias nos colégios e reprovações acabaram sendo uma constante nos cursos. Ademais, no que tange ao esporte aquático, até hoje nada razoavelmente mal...

Como ocorre a várias crianças pelo mundo afora, Prozolina, quando infante, depois adolescente, dava mais valor a suas brincadeiras e peraltices que àquela tarefa chata e tipicamente inventada por adultos: estudar. Bastava naquela época a mãe deixar o lar para ir à labuta que a filha, quando em casa, corria rumo aos colegas ou aos brinquedos, procurando apenas disfarçar um pouco assim que a trabalhadeira senhora retornava. Sim, os estudos sempre pareciam poder esperar e, enquanto tal pensamento ganhava pujança, ela revezava seus sonhos – normalmente dopados com pesadas doses de utopia.

Talvez, enquanto lagarta, tivesse mais sorte que os amiguinhos igualmente não tão estudiosos, pois, conquanto conhecesse por cinco vezes em sete possíveis o acre sabor da recuperação (segunda época, para os mais velhos), jamais repetiu um ano sequer nos colégios onde estudou. Contudo, repetiu duas vezes no curso de língua inglesa e duas vezes outras em cursos de informática, além de quase vir a perder o prazo para a conclusão do curso de datilografia, o que, comparativamente, não seria tão grave quanto repetir no colégio.

Todavia, cedo ou tarde ela viria a dar valor ao montante de esforços da pessoa que sempre mais amou. Enfim, sua fase de casulo chegava e era agilmente superada; o mesmo se rompia, liberando uma borboleta repleta de esplendor e vitalidade. Não se tratava agora, entretanto, de mera reprodutora de lagartas para devastar as plantas e os sonhos de Dona Eulália, mas destinada a somente disseminar beleza por onde quer que viesse a bater as asas. Aliás, nem parece correto utilizar o verbo “bater” no que concerne a um ser tão dotado de leveza.    

Embora o reconhecimento não tenha vindo demasiado tarde (visto que obteve aprovação em dois vestibulares a universidades públicas), em nenhuma das duas faculdades – Administração e Direito – seu ingresso se deu de forma facilitada, ainda resultado da antiga omissão nos estudos. O mesmo se pode dizer no que tange aos dois concursos públicos nos quais veio a ser credenciada, pois sua convocação somente ocorreu anos após a realização de ambos.

Ocorre que, diversamente de colegas seus, decorrentemente de voos esplendorosos, em faculdades nunca veio a cursar duas vezes a mesma disciplina, o que se mostrou um amadurecimento notório. Teve enfim como outra bela conquista a aprovação no curso de inglês com noventa por cento de aproveitamento (o índice exigido por ela mesma desde a primeira aula), sendo que o curso referido apenas exigia setenta por cento; ela assim o fez cimbremente em reconhecimento a todo o esforço despendido ao longo de anos por sua amada mamãe.

Agora a borboleta demonstrava belíssimos voos, auxiliando no sustento do tabernáculo e buscando realizar seus ofícios diversos da melhor maneira possível, não somente com presteza, mas igualmente com carinho ao próximo. Ademais, descobriu e fez evoluir o seu dom de escrever, dom com o qual passou a encantar diversos outros belos seres, buscando colorir sempre o ar e polenizá-lo ar com amor. 

 

 

ROSSIDÊ RODRIGUES MACHADO (SÃO VICENTE - SP)

 

AMOR DE MÃE

 

               Amor de mãe. Um amor fiel, infinito, íntegro, que vem de um laço que não desata, é assim só multiplica, toma conta de seu coração e de sua mente. É uma paixão em ebulição, que fervilha pelo apego, o afeto, o carinho materno que é a expressão máxima do servir, do doar-se, do querer bem, do ser mãe!

            Todo cuidado é pouco! Seu filho merece mais, mais, mais... Que criança linda, perfeita! Mamãe diz: filhinho, você é um anjo que caiu do céu, nada igual, é um presente de Deus! Um beijinho na face, um aperto, um abraço. Todo momento no ouvido do filhinho: Mamãe te ama muito! Muito! Muito!... Encantamento, ternura e atenção sem medida, para este que pisca e cintilam dois olhinhos, um rostinho corado, uma coisinha fofa e mimada! Não importa se há choro e se tem birra, uma criaturinha que quanto mais os dias correm, mais enche sua mãezinha de emoção pela sua existência, pela sua graça.

             Os anos indo! Expressão a mesma. Filho é filho! É sempre o bebê da mamãe! Todo tempo é um momento especial que merece comemoração, um brinde! No aniversário não pode faltar uma animada festa, compartilhar sua felicidade de ter um filho não tem preço!  Cantar os parabéns e ver o contentamento, a satisfação de seu pequeno soprar uma velinha e saborear uma fatia do delicioso bolo decorado, preparado especialmente para ele é sua realização, sua alegria de mãe. Aplaudir com um largo sorriso, um olhar de satisfação, lhe envolve uma força que a deixa também com o agito de uma criança, o desejo de uma vida longa ao lado deste que pode contar com sua presença, sua companhia, sua dedicação todos os dias de sua vida.

           Mãe é conjugar o verbo amar nos três tempos. Nunca faltou, não falta, nem faltará alegria, orgulho e energia para proteger e ver seu filho feliz. Não lhe falta coragem, perseverança, sempre pronta para os desafios. Seu lema: Meu filho nasceu para vitória: Vencer! Vencer! Vencer!...

          Mãe. Amor que dá à luz a uma vida e que faz pelo seu filho o impossível!

 

 

- MEDALHA DE BRONZE

 

MARIA LUIZA VARGAS RAMOS (FLORIANÓPOLIS - SC)

 

MÃE

 

Não é a primeira palavra pronunciada pelo bebê, tampouco uma vocação inerente a todas as mulheres.

Todavia, depois que o filho aprende a dizer a palavra mágica, que lhe traz socorro imediato, não pára mais. Se gastasse, ou desgastasse, o nome “mãe” teria que ser reposto periodicamente.

Algumas meninas já nascem com um genuíno instinto maternal, aprendendo a andar com suas bonecas debaixo do braço (como a Bruna), outras desenvolvem esta vocação mais tarde e se saem muito bem nela.

Penso que a mãe é o único ser humano que daria a vida por seus filhos sem pestanejar. É aquela que de andorinha se transforma em leoa num piscar de olhos, caso algo ou alguém ameace a sua prole.

Mãe dorme com os ouvidos acordados quando tem filho pequeno e nem deita quando um deles está doente ou algum ainda não chegou em casa. Às vezes finge que dorme, mas só pega mesmo no sono quando a porta se fecha por dentro.

Chora de emoção nas festinhas da escola, mesmo que seu pimpolho se atrapalhe, erre o passo ou esqueça o verso. E nem enxerga os demais!

Sofre como uma condenada esperando a lista dos aprovados no vestibular e amassa o filho num abraço se o nome dele estiver lá, ou num abraço maior ainda se não estiver.

Acha graça em tudo o que o rebento diz ou faz, e quando precisa castigá-lo sofre junto com ele.

Mãe consegue amar o filho desaforado, o filho teimoso, o filho desligado, o filho ausente. E se derrete toda com qualquer migalha de atenção ou carinho que receba deles.

Mãe aceita situações difíceis, procurando contorná-las, com o intuito de facilitar a vida do filho e não fazê-lo sofrer ou dividir-se.

É ela quem, na maioria das vezes, segura o filho choroso para o exame, a injeção, o curativo, mesmo destruída, porque sabe que sua presença lhe dá segurança.

Reza muito e suas preces sempre têm a felicidade dos filhos como primeiro pedido.

Sofre para fazer o filho comer, ou sofre para fazer o filho comer menos.

Como autêntica mãe-coruja, enxerga toda a beleza do mundo no seu filho e ai de quem lhe diga o contrário, porque olha para ele com olhos de amor.

Mesmo quando enfrenta problemas conjugais, tenta manter o casamento para não abalar a estrutura familiar, tirando o lar dos filhos. Quando não consegue, procura assumir uma postura de dignidade, respeito e amizade com o pai dos filhos, evitando qualquer palavra ou gesto que os possa magoar.

Enfim, a Mãe foi sempre cantada em verso e prosa, desconfio até que por medo de que a gente deixe de acreditar no papel que nos cabe e comece a negar o colo.

Neste Dia das Mães, quero abraçar em primeiro lugar a dona Conceição, é claro! Minha mãezinha de quase 97 anos, minha melhor amiga, minha confidente, minha fã nº 1, meu esteio, minha lição de vida e de amor.

Depois todas as minhas amigas e leitoras que são mães.

E ainda as mães que perderam seus filhos e só elas sabem como conseguiram continuar vivendo (ou sobrevivendo).

As mães que têm filhos com necessidades especiais e se dedicam a eles com uma garra invejável.

As mães abandonadas pelos filhos ou afastadas deles por fraqueza ou ingratidão.

As mães que estão ao lado de filhos doentes, tentando passar a eles o que lhe resta de força e esperança.

As mães que têm filhos presos, porque não escutaram seus conselhos e teimaram em seguir os falsos amigos.

As mães que sofrem com filhos viciados, numa roda-viva de agressões, furtos, mentiras, desperdício de vida.

Um abraço também aos filhos que hoje não podem abraçar suas mães.

Sei que minha vida seria muito sem graça sem a minha mãe e completamente sem sentido sem os meus filhos.

Parabéns!

 

 

DARCY RIACHO (RIO DE JANEIRO - RJ)

 

SITUAÇÃO RIDÍCULA PASSADA NO METRÔ DO RIO

 

 

Certa vez, eu fui do Méier ao Flamengo com minha mãe para acompanhá-la a uma agência bancária. Naqueles tempos, o aposentado precisava retirar seu provento na agência específica à qual o INSS o vinculara. Por conseguinte, em razão da periculosidade de um aposentado transitar sozinho com dinheiro, de eu ter folgas a tirar e de a minha genitora não conhecer o bairro devidamente, fui junto a ela. Pegamos ônibus e metrô na ida; pegaríamos metrô e ônibus na volta. Tudo bem que minha mãe poria o dinheiro dentro de uma bolsinha e a poria dentro da saia, mas eu não queria arriscar.

Após tomarmos o café-da-manhã, seguimos caminho rumo à Zona Sul. Eu estava radiante, visto que era raro eu poder sair junto com ela para fazer qualquer coisa, a não ser durante férias, licença-prêmio ou greve na universidade pública de meu labor. Então, qualquer ida ao mercado ou ao hortifruti com ela era sinônimo de comemoração para mim.

Já tínhamos descido do ônibus e estávamos na estação do metrô; ela comprara os bilhetes dela e eu os meus. Ida e volta. Passou primeiramente ela pela catraca eletrônica. Enquanto eu introduzia o meu bilhete na catraca, minha mãe estava descendo os degraus rumo ao metrô. Mal sabia ela que a dita estrutura de aço (ou sei lá o que mais) engolira o meu bilhete, mas não liberara a luz verde. Dona Eunice já estava prestes a entrar no veículo. Não me via... O bilhete acabou sendo devolvido pela máquina.

Minha saída foi passar por baixo da roleta para seguir rumo ao veículo, mas o segurança obviamente viu a cena e veio em meu sentido dizer que eu teria que girar a a maldita roleta. Ele estava suspeitando de que eu queria viajar sem pagar. Mas, depois de eu lhe dizer que a catraca recusara meu bilhete recém-comprado, ele me pediu para mostrá-lo, o que eu prontamente fiz. O segurança então pegou o bilhete e pareceu testar a autenticidade do mesmo na cabine. Por fim, liberou-me a saída pela entrada de passe livre.

Eu desci lepidamente os degraus e enfim encontrei minha genitora, que me perguntou o porquê das delongas. Expliquei-lhe o ocorrido. Então, ela me perguntou por que eu não a chamara para me auxiliar. E a resposta óbvia foi: “mãe, eu tenho um metro e oitenta e cinco e também mais de vinte e cinco anos. Você acha que eu gritaria manhê, manhêêêê???”. E eu o falei com a voz mais grossa de que dispunha, para enfatizar a possível ridícula situação. Rimos os dois à vera e seguimos rumo a nossos afazeres juntos.

topo