TRABALHOS VENCEDORES DO PRIMEIRO CONCURSO LITERÁRIO "EROTISMO COM ARTE"
"Embriagados de Amor"
Enquanto me beijas
Toco-me
Enquanto me toco
Tu me penetras
Nun ritual de vai e vem
Lento e louco
Até que em delírios
Abraço-te
E nesse abraço
Enlouqueço-te
E nessa loucura
Tu me embriagas com teu vinho
Que se mistura com meu licor
E desmaiados ficamos, assim...
"Embriagados de Amor"
(By M&!!O)
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Apetite
Me apetece bicho homem
pelos, cheiro, voz
falo...
Sei....
Falo demais!
Adoro vê-lo perdido
no redondo da minha boca
prisioneiro que é da minha
língua
afoita e quente...
(LENITA LUNA)
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Explosão do desejo
A mulher nua em lençóis de cetim,
aberta qual uma flor molhada pelo
orvalho da manhã, sente a presença do homem
viril que se aproxima. Cheiro de amor, de pecado
coração e sexo palpitando, calor e desejo queimam
as suas entranhas. Abre os braços e enlaça a figura
viril do amado deixando que ele introduza a flecha
de aço na sua fonte do prazer.
sussurros, gemidos e no vai e vem dos corpos
suados estrelas explodem
no ardor a paixão.
(INA MELO)
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Um intruso adorável
Stephany estava sozinha em sua casa, no sítio onde morava com o noivo Rodolfo. O noivado já estava no segundo ano e planejavam casar-se no final daquele ano. Ela era designer e amava a paz do campo, onde há três anos havia decidido viver.
Ali fazia seus trabalhos e os encaminhava aos clientes pela internet. Quando necessário, ia à cidade para as compras ou alguns contatos profissionais, entretanto evitava fazê-lo se não fosse imprescindível. Para ela, a calmaria do mato, o cantar dos pássaros, o cuidado com seus cavalos e plantas, o sentar-se diante do rio que por ali passava e o observar a lua por horas eram coisas das quais já não conseguia abrir mão.
Stephany era uma mulher ruiva, corpo esguio e bem delineado, pele clara e olhos azuis. Uma mulher tranquila para o vigor de seus trinta e dois anos. Assim como Rodolfo, com trinta e cinco, pele clara, pouco mais alto que ela e de corpo bem magro, como as pessoas que não gostam de esportes. Ele era advogado e trabalhava na cidade próxima.
A casa dos caseiros ficava na entrada da propriedade, enquanto a principal ficava no fundo, em um local mais alto de modo que, quando iluminada, podia ser vista de longe - especialmente pelas enormes janelas de vidro. Não muito longe dali localizava-se uma cerca de divisa com a propriedade vizinha, à venda há alguns meses.
Naquela noite Rodolfo ligou por volta das dezoito horas avisando que ficaria na cidade, pois teria que trabalhar até mais tarde e logo pela manhã estaria com clientes. Stephany então tomou banho, colocou sua camisola de voil florido e uma calcinha minúscula, como costumava usar. Era possível ver os contornos de seu corpo, a aréola dos seios e seus bicos salientes.
O cheiro do assado, que ela havia colocado no forno antes de tomar banho, fez com que se levantasse do sofá onde lia um livro e fosse à cozinha. Mesmo sozinha, Stephany esmerou-se no jantar: arroz soltinho, ervilhas frescas, brócolis, lagarto e batata souté e vinho tinto. Já à mesa, mal havia começado a degustar seu jantar quando ouviu um barulho vindo da direção da janela da sala. Como não viu nada, nem os cães latiram, pensou estar errada e continuou a refeição.
Quando terminou de comer e já havia começado a arrumar a cozinha, ouviu um barulho vindo da porta da sala.
- Rodolfo, você voltou querido? - perguntou Stephany, pensando tratar-se de seu noivo.
Mal deu tempo dela dirigir-se até a porta e um homem totalmente estranho colocou-se à sua frente. Ele era enorme, em torno de dois metros de altura, musculoso e de ombros largos. Ela pôde observar as veias que saltavam de seus braços bronzeados. Possuía penetrantes olhos verdes, lábios carnudos e cabelos castanhos com alguns poucos fios grisalhos. Vestia uma camiseta um tanto agarrada, calças jeans e tênis. Apesar da aparência rude, era bonito.
Num sobressalto, Stephany se afastou trombando com a mesa de mármore da sala de jantar. Perguntou assustada:
- Quem é você? O que quer aqui? - mil pensamentos passaram por sua mente ao mesmo tempo: “Como os cachorros não latiram? Por que não fechei as portas e liguei o alarme? Que homem lindo! Nossa, como posso pensar isto de um ladrão ou sei lá...”
- Finalmente eu vou ter você... - disse o homem com uma voz vigorosa e sedutora, apesar do tom forte e do gesto agressivo com o qual a puxou pelo braço para junto de si.
- Não! Solte-me! – exclamou Stephany ao mesmo tempo em que começou a esmurrar o peito do intruso, mas sem qualquer efeito.
Ele a apertou contra seu corpo e a colocou sobre a mesa, inclinando-se de modo a poder beijá-la com fúria. Uma sensação de desejo percorreu a nuca de Stephany, o que a surpreendeu pelo fato de sempre ter apreciado homens como seu noivo, mais miúdos, suaves e românticos. Mas...
Com força, o homem pegou em uma das alças de sua camisola e a rasgou, beijando-lhe o pescoço, os seios... E chupando-os com vontade. Stephany ainda tentou lutar, mas seu corpo começou a se entregar, em chamas. Mesmo assim, ergueu uma das pernas na tentativa de afastá-lo. Ele então abriu a braguilha da calça, deixando seu membro duro pular para fora, pois não estava usando cueca.
Colocou o braço musculoso debaixo das pernas de Stephany e prendeu-lhe os pés. Com as mãos segurou-lhe os braços, o que a deixou totalmente imobilizada, deitada na mesa de mármore frio, nua, pernas abertas. O homem então se ajoelhou e começou a lamber seu clitóris, levando-a à loucura. Depois, enfiou a língua enorme em sua vagina úmida e sugou-lhe os grandes e pequenos lábios. Ela tentou conter os gemidos, mas já não pôde.
Ele se levantou e cravou nela o pênis, sem dó alguma, tirou-o e voltou a colocá-lo lentamente. Stephany chegou a desejar que o homem a penetrasse com força novamente, mas antes que terminasse o pensamento, ele voltou a colocar e tirar o pênis de modo selvagem e louco, até que ela quase desmaiasse em êxtase e delírio. Em um jato quente e forte o homem concluiu o ato e permaneceu dentro de Stephany por minutos, enquanto ela chorava copiosamente e pensava: “O que eu fiz, como pude gostar disto? E Rodolfo? Mas quem é este homem?”.
O homem então a beijou com doçura e disse:
- Não chore, por favor - Apertou-a no peito como se quisesse se redimir - Moro na propriedade ao lado, comprei-a há dois meses e desde então você me deixa louco. Observo-lhe todas as noites, quando faz amor com seu marido, quando está só e sai de robe entreaberto na janela. Desejo-lhe desde então. Hoje vi quando seu marido saiu, tentei me conter, mas não pude. Perdoe-me, por favor...
O que Stephany poderia dizer para aquele homem com quem viveu momentos inusitados e inesquecíveis? Aconchegou-se naquele abraço delicioso que estava recebendo, sem querer afastar-se. Então, numa dose de consciência ela empurrou-o, agora com êxito, pois ele já estava ciente de ter cometido um erro.
- Saia da minha casa! - disse aos gritos.
Ele a olhou de um jeito doce e virou-se para ir embora.
- Saia! Isto não vai ficar assim, você vai se arrepender! - ainda disse aos gritos, enquanto o homem se afastava.
Stephany entrou no chuveiro chorando e uma confusão mental tomou conta de seus pensamentos. Depois de mais de uma hora debaixo do chuveiro, decidiu deitar-se. Passou a noite se virando na cama, em meio à sensação maravilhosa que sentira, ao remorso por ter gostado, à culpa em relação a Rodolfo. Não tinha ideia do que fazer.
Amanheceu e ela ainda estava acordada. Vestiu-se com a roupa mais sóbria do armário, e foi em direção ao carro. Ao dar partida no motor, percebeu que o homem do dia anterior estava logo depois da cerca a observá-la. Notou seus cachorros próximos à cerca, comendo algo que ele deve ter servido. Stephany teve vontade de ir até o homem e questioná-lo sobre o que estava dando aos cães, mas não teve forças para isso e partiu.
Quando chegou à cidade, procurou pelo empreiteiro que lhe prestava serviços, para que ele construísse um muro na divisa das propriedades. O empregado chegou a indagar-lhe sobre a razão de tal decisão, mas Stephany já estava estressada demais e começou a gritar: que ele fizesse ao invés de questionar. Minutos depois, voltando a si, desculpou-se com o empreiteiro e saiu de seu escritório.
- Veja, dona Stephany, isso vai ficar muito caro mesmo, por isto estou alertando. - tentou explicar o homem, enquanto a seguia até o carro.
- É... Tem razão, tem razão... Esqueça. - Stephany entrou no carro e saiu cantando os pneus. Todos que ali estavam ficaram atônitos, na tentativa de imaginar o que pudesse ter acontecido, já que ela era uma mulher calma.
Dirigiu-se então a uma loja de tecidos e comprou três peças de tecido grosso. Passou na casa da costureira e pediu que fosse junto dela à sua casa para medir todas as janelas e portas, a fim de que fizesse cortinas com aquele tecido. A costureira ainda perguntou-lhe se poderia ir ao sítio no dia seguinte, mas Stephany ordenou que fosse naquela hora e garantiu que pagaria o quanto fosse necessário, conseguindo por fim convencê-la.
Quando Rodolfo chegou, já de noite, estranhou as janelas cobertas com cortinas, e a noiva na cama. A pia ainda tinha louças sujas, o que jamais havia acontecido nos cinco anos em que se conheciam. Então a questionou:
- Olá, Tephy! O que houve, meu amor? Você está doente? - perguntou tentando beijá-la, ao que ela virou o rosto.
- Não houve nada, só quero ficar sozinha, e gostaria que você fosse para o quarto de hóspedes. - disse Stephany sem maiores explicações.
- Mas, querida, o que foi que eu fiz? Foi por eu ter ficado no hotel ontem? Você sabe que eu precisava ficar...
Enquanto Rodolfo falava, ela sentia raiva dele e pensava: "Coitado, como se ele pudesse ter feito algo se estivesse aqui. Seria esmagado...”
- Chega Rodolfo, não quero conversar, apenas saia...
Sem entender nada, mas tentando não contrariá-la, Rodolfo foi até a casa dos caseiros questioná-los sobre algo que pudesse ter acontecido. Eles explicaram que nada tinham visto, e que apenas estranharam as cortinas e o fato de que, depois de a costureira ir embora, a patroa havia pedido que saíssem, mesmo deixando as coisas por arrumar.
Rodolfo retornou desolado para a casa, e passou a noite em claro na tentativa de entender o que poderia ter acontecido.
Nos dias seguintes Stephany permaneceu trancada. Clientes cobravam o serviço e ela não se preocupava em terminar. Passava a maior parte do tempo deitada em uma depressão terrível. As janelas e portas estavam sempre trancadas, as cortinas nunca eram abertas. Em grande parte do tempo que passava reclusa, tinha na mente as lembranças daquele homem. Não com ódio, mas com desejo. E sempre tentava afogar tais sentimentos, aquietando-se, punindo-se. Ela mal conversava com Rodolfo e não o aceitava mais em seu quarto, e ele já não sabia mais o que fazer.
Numa manhã de sábado, ao levantar-se, Rodolfo percebeu, embaixo da porta da sala, a existência de um envelope que tinha Stephany como destinatária. Foi até o quarto para entregar-lhe.
Ela olhou o envelope nas mãos de Rodolfo, apanhou-o e o abriu. Dentro havia uma carta, sobre a qual correu os olhos até a assinatura: Felício Assunção. Logo imaginou ser ele, o homem daquela noite, pois não conhecia ninguém que tivesse tal nome. Stephany então pediu que Rodolfo saísse e foi atendida.
Minha adorável Stephany,
Não sei como me redimir, não há perdão para o que eu fiz. Acabei com sua vida sem ter a intenção. Estou desesperado, mas cheguei à conclusão do que tenho que fazer. Vou vender a propriedade, mas vou embora antes mesmo disso.
Entretanto, acho que mereço ser preso. Só não me entreguei ainda porque talvez você não queira que a história venha à tona. Esta será a última semana em que estarei aqui, pois já providenciei tudo para partir. Portanto, se quiser me entregar, faça-o logo, antes que eu parta.
Apesar da minha estupidez e selvageria, quero que saiba que vivi com você os melhores momentos de minha vida, especialmente quando a abracei e você se acalmou.
Com respeito a você, e total indignação à minha pessoa,
Felício Assunção
Quando terminou de ler, o coração de Stephany já estava disparado. Ela então rasgou o papel, jogou os pedacinhos no vaso sanitário, e se dirigiu ao chuveiro a fim de tomar um banho.
Já no quarto, vestida, chamou Rodolfo e disse:
- Quero que me perdoe por esses dias...
Ele, feliz, respondeu com doçura:
- Ah, minha querida, que bom que voltou a falar comigo. De quem é a carta?
- Não importa - disse Stephany com tranquilidade - O que importa é que não podemos mais ficar juntos. Acabou, Rodolfo...
- Eu quero ver esta carta, Stephany, eu exijo que me conte a razão de ter mudado tanto - disse Rodolfo em tom bem alterado.
- Não há nada pra dizer, Rodolfo, a não ser que já há muito tempo não o amo mais, e só naquela noite em que dormiu no hotel é que me dei conta disso.
- Como assim? E as cortinas, o seu comportamento estranho, como você explica isso tudo? - perguntou ele.
- Eu queria encontrar um meio de falar para você que tinha acabado, mas não sabia como. - respondeu Stephany.
- Então fez toda esta encenação para me contar que não me ama mais? E de quem é a carta? - insistiu.
- Um cliente. A carta nada tem a ver conosco. Por favor, quero que tire suas coisas daqui amanhã cedo. Depois veremos quanto lhe devo e acertarei tudo com você. - disse ela com tranquilidade.
- Eu não acredito que estou ouvindo isto. Então é o que quer? – Rodolfo arrancou a aliança e jogou-a em cima de Stephany - Eu vou sair daqui agora e voltar para o lugar que eu jamais deveria ter deixado. Não se atreva a me procurar, por nada! Quanto à minha parte do sítio, vou providenciar toda a papelada para que me pague centavo a centavo. Adeus!
- Claro, faça isso. Você não precisa sair hoje, vá amanhã... - Stephany tentou amenizar a situação.
- Depois do que ouvi, não quero ficar nem mais um minuto perto de você!
Uma hora depois que Rodolfo deixou a casa, Stephany foi ao guarda-roupas e pegou um sobretudo preto e um sapato de salto agulha. Vestiu-se e perfumou-se. Entrou no carro e avançou com ele sobre a cerca da divisa, atravessou-a e continuou dirigindo em alta velocidade até a casa de Felício. Bateu com o carro na porta de entrada, estourando-a ao meio e só parou quando o avistou assustado, na tentativa de entender o que estava acontecendo.
Saiu do carro, atirou-se nos braços dele a beijá-lo e foi prontamente correspondida. Com uma as mãos empurrou-o com torça para que ele se deitasse no chão, e então pisou em seu peito com o salto agulha. Tirou o cinto do sobretudo e exibiu o corpo nu. Colocou então o cinto atrás do pescoço de Felício e puxou-lhe cabeça entre suas pernas. Em seguida, afastou-o novamente com o salto agulha, abriu-lhe as calças e sentou-se sobre seu pênis em movimentos circulares, levando-o à loucura até que, juntos, gozassem alucinadamente.
Então, aproximou-se de seu ouvido e disse:
- Estamos quites meu intruso adorável...
NOTA: Os personagens e lugares aqui apresentados são fictícios, e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
(TERESA AZEVEDO)
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Simplesmente ontem!
O simples toque da campainha já disparava seu instinto.
Ao saber que o homem que desejara o dia inteiro esperava do outro lado da porta já acendia nela um sentimento de desejo que precisava ser contido por algumas horas.
Desde o dia em que se encontraram pela primeira vez, a reciprocidade na cama foi indubitável.
Recebeu-o como de costume, com um misto de satisfação em sua presença e certeza dos desejos que serão atendidos.
A noite como sempre passava de maneira suave e Cortez. Como com qualquer casal que responde ao simples toque de pele, mas disfarça sutilmente. Mas com o passar das horas o desejo naturalmente começava a aumentar e até mesmo sua respiração mudava de temperatura tornando-se quente e acelerada, mostrando a ele o quanto esperou por aquele momento.
Ao entrarem no quarto e sentirem o cheiro da pele um do outro, todo o ambiente mudava em questão de segundos.
Primeiro os ternos beijos dele, tomavam toda sua boca, com desejo e aguardando respostas.
As mãos firmes deslizavam pelos seus seios e obtinha ali a resposta que precisava, todo o corpo dela parecia entrar em frenesi com o simples toque de suas mãos, se arrepiando e contraindo os mamilos involuntariamente.
Sua boca descia por sua pele descendo em direção a lugares que desejavam ser explorados.
O que começara como um conforto suave e cheio de compreensão transformou-se em um desejo sensual, primitivo e incontrolável.
Beijaram-se com sofreguidão, ele abraçava-a fortemente, ela sentiu a pressão do membro dele contra seu corpo. Precisava dele. Desejava-o.
Ele se despia e ela ajudava-o, passando as mãos pelos generosos contornos do seu corpo, e mesmo em meio á escuridão, lá estava ele nu ao seu lado, e havia uma sensação de avidez nos dois.
Ele a penetrou e ela soltou um gemido ao sentir o tamanho do membro dele. Era sempre uma sensação de entrega quando começavam.
Ele começou a se afastar e ela puxou-o pra mais perto de si, segurando o tenazmente completando perfeitamente todo o seu interior.
Então ele começou a invadir seu corpo, começando um ritual de exploração e descobertas.
Penetrando-a , completando-a, fazendo dos dois corpos um só.
Era delicado e cheio de amor á princípio, tornando-se depois desenfreado e exigente.
Era um êxtase, um arrebatamento quase que insuportável.
Ela conduziu-o a sentar-se na cama e sentou em cima dele, possuindo sua boca e movimentando seus quadris em movimentos suaves, passava as mãos por suas costas e ombros, sentia sua respiração em suas orelhas, e quando as bocas se encontraram e os corpos moviam-se no mesmo ritmo, enquanto suas pernas o entrelaçavam, ela não pode conter seu desejo e seu corpo todo explodiu em um orgasmo longo e privilegiado.
Os corpos se afastaram por alguns segundos e suas mãos seguravam seu traseiro com firmeza, lotando novamente seu corpo de desejo.
Ao sentir seu corpo rijo ao seu lado, ela começou a beijá-lo, primeiramente o pescoço, com seu cheiro másculo que se misturava há um perfume delicioso fazendo com que seus extintos de predadora se deliciassem com sua silhueta.
Desceu por seu peito e abdome, tomando seu membro em sua boca e com movimentos hora controlados, hora perdidos na vontade de saborear seu gosto, sugava seu pau com volúpia e sintonia.
O membro forte era um convite á uma cavalgada, sentou-se em cima desta vez de costas pra ele, enquanto suas mãos seguravam-lhe os cabelos com força, ela remexia-se em cima dele com movimentos para cima e para baixo que em determinadas horas chegavam a machucá-la.
Mas não era uma dor que incomodava, era uma dor que se moldava rapidamente em prazer, de ter seu homem totalmente dentro do seu corpo, invadindo-a, dilacerando-a, confundindo o que era dor e o que era prazer.
Ele com a firmeza de um superior, a coloca de quatro enquanto com movimentos acelerados entra e sai repetidas vezes de seu corpo em um movimento frenético, provocando nela, gemidos de prazer e tara por seu macho.
As palavras proferidas desta vez eram as que precisavam ser ditas. Naquele momento ela não queria ser sua namorada ou sua mulher. Ela queria ser sua puta, estar sob seu domínio, saber que seu macho dominava seus desejos por completo.
E quanto mais o tempo passava mais ela pedia que ele comesse a “sua” puta.
Ele dava-lhe tapas nas nádegas que a faziam delirar, enquanto pedia mais e mais, já não controlava seu gozo, e múltiplas vezes em um só orgasmo chegou ao ápice do que um homem poderia lhe dar, as pernas trêmulas e o coração descompassado eram a prova de que aquele homem que invadia toda sua privacidade era o que ela havia escolhido pra estar com ela.
A noite passava sem que percebessem o avanço da madrugada e a aproximação do amanhecer.
Ele deitara-se ao seu lado e penetrava-a de lado enquanto sua pele roçava em suas costas despertando nela desejos e vontades.
Os beijos intensos mantinham-se mesmo quando os corpos não estavam em movimento e seu membro preenchia todo o seu interior.
Ele algumas vezes pedia que ela nãos e movimentasse para controlar seu desejo para que não explodisse de excitação sem que ela mais uma vez se sentisse satisfeita em seus braços.
Uma história de fantasias começa a surgir entre os dois, o que desencadeia desejos e fetiches mais que secretos, o imaginário dos dois viaja muito próximo, mas leva-os ao universo libidinoso que mexe diretamente com a sexualidade dos dois.
Na fantasia uma terceira mulher entra na transa, ela vaidosa de seu homem, mostra-se dona da situação, deixa que ele á coma, desde que não a deixe gozar, guardando para si o melhor de seu homem.
Ele visualiza os corpos das duas mulheres em sua cama, e sente o desejo de sua parceira até em seus poros.
Ela apóia-se na parede que fica ao lado da cama e com as mãos espalmadas dando a ele a firmeza que ele precisa para penetrá-la da maneira que quiser.
Ela pede-o que a possua com força, sem pudor, como uma cachorra.
Ela pede-o que diga o que ele quer dela.
Ela diz que ele é seu macho, seu homem, e que é só sua.
Que quer seu corpo no dela, que quer seu gosto em sua boca, ela pede que derrame seu leite em suas tatuagens, desencadeando nele uma ânsia louca de busca de prazer.
Ela só de imaginar ele se derramando em cima dela goza mais uma vez, descontrolada e com o corpo leve de tanto prazer.
E com sua sede em agradá-lo, toma seu membro inteiro em sua boca que ao sentir a pressão de sua língua e seu desejo em tê-lo por inteiro, não consegue mais segurar o desejo e derrama-se por inteiro em sua boca, inundando-a com o que ela mais queria, e matando seu desejo em tê-lo por completo só pra ela.Pelo menos naquele momento ele era todo dela, por inteiro, sem resenhas, sem limites.Os
dois inteiramente um do outro.Parecia que nunca haviam pertencido á outras pessoas.
A imagem era dos dois, lado á lado, com suas respirações tentando alcançar controle.
Ele quieto e surpreendentemente sexy, continuava a alisar o corpo dela que parecia relaxado após receber ondas tão fortes de prazer.
Os dois se aninham um no braço do outro, buscando proteção, como se suas personalidades sérias voltassem para o corpo.
Em alguns minutos depois, os carinhos vão dando lugar ao sono, e ao descanso.
Poucas horas depois, o simples encostar dela em seu corpo, faz com que as memórias dos momentos de prazer voltem ao subconsciente dos dois, e uma simples empinada do corpo dela de encontro ao dele, faz com que a centelha se reascenda que os beijos esquentem novamente e que os corpos voltem a buscar um ao outro.
Mostrando-os que uma noite é pouca, que talvez várias também sejam, e que talvez todas as noites que tenham pela frente não sejam suficiente para gastar todo o tesão e prazer que um quer oferecer ao outro.
Mas com a certeza que mesmo que nunca mais se repitam, valeu á pena toda a energia gasta em busca do próprio reconhecimento dos seus limites e desejos.
(IZABELLE VALLADARES)
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DESEJO IRREPRIMÍVEL
Marcos foi contratado como professor de psicologia na faculdade da cidade. Entendia que era fundamental manter um bom relacionamento com os alunos de maneira geral, embora procurasse não se envolver muito com a as alunas, por que era casado. Pior que a maioria das turmas era constituídas só de mulheres.
Uma das alunas, especialmente, mexia muito com ele. Talvez pela beleza dela. Era realmente muito bonita. Ele percebeu que garota também estava demonstrando interesse nele, por causa dos olhares que ela lhe dirigia, principalmente durante as aulas. Por isso, tinha receio de se aproximar dela e acabar se envolvendo, porque não estava bem com a esposa.
A aluna, Yasmin, era o nome dela, bastante interessada, mas parecia muito tímida, preferia tirar suas dúvidas após a aula, sem ter que se expor à turma. Ela, frequentemente, permanecia na sala após a aula, fazendo anotações e lhe pedia para tirar algumas dúvidas.
Marcos sempre ficava desconcertado quando ela mirava os seus olhos nos dele. Desviava, invariavelmente, mas o destino dos seus era para a boca perfeita. Uma atração irresistível que o deixava inseguro e com medo. Insistia para que saíssem da sala, mas, na verdade, ele também gostava da proximidade dela e ficavam conversando no corredor. Por conta disso, já eram objetos de comentários no campus.
Ela, segundo lhe contou, a pretexto de exemplificar casos de personalidade, teve educação conservadora e era muito controlada e vigiada pelo pai. Sua mãe morreu em um acidente de carro quando ela ainda era menina e, desde então, vive sem a companhia de outra mulher. Ele era muito rígido com a filha e não permitia que saísse sozinha e que namorasse e, às vezes, quando saía mais tarde, ia buscá-la na faculdade. Disse, inclusive, que era por conta disso que estudava psicologia. Era uma maneira de tentar resolver os seus problemas.
Certa vez, depois da aula, quando estavam sozinhos, ela lhe pediu que explicasse um assunto alegando que não conseguiu entender direito porque os alunos ficaram agitados pelo fato de o assunto envolvia sexualidade. Sentaram-se de frete um para o outro, bem próximos. Naquele dia, ela estava encantadora, fazendo transparecer toda a sua sensualidade. Encarava-o com os olhos lindos e, de vez em quando, abria os lábios e passava neles a ponta da língua, provocante. Marcos estava agoniado. Descontrolou-se e, impulsivamente a beijou. Ela, ansiosa, correspondeu deliciada. Cheia de fogo, sentou-se em seu colo, com as pernas abraçando a sua cintura, enquanto apertava o seu corpo contra o dele e o beijava com sofreguidão.
Marcos pediu que ela parasse, desculpando-se por não ter resistido ao impulso.
- Não, Yasmin. Vamos parar tenho receio que alguém nos veja desse jeito.
- Eu não sou a Yasmin. Sou a Suellen.
- Suellen?! Eu não sabia que a Yasmin tem uma irmã gêmea...
- Não! Não é isso. É que quando estou assim por causa de você e me chamo de Suellen. É como se fosse outra mulher que sai de dentro de mim, entende?
- Então, tá Suellen. Mas vamos parar, por favor. Eu posso até ser demitido.
- Eu digo que fui eu que te provoquei e agarrei.
- Isso não justificaria, pois eu estava correspondendo...
- Eu te adoro Marcos! - Aproximando-se dele novamente.
- Não, Yasmin. Por favor, aqui não! -Pediu que ela saísse da sala.
- Então eu vou... Se você não quer...
- É melhor. Para nós dois.
- Eu te amo e te quero, muito... E eu sei que você também me deseja. Eu vejo muita vontade de mim nos teus olhos.
Depois que ela saiu da sala ele permaneceu por alguns minutos até que a sua excitação diminuísse.
Certa noite, choveu muito e a cidade ficou intransitável. Os alunos foram dispensados mais cedo, mas Yasmin ficou esperando pelo pai, que avisara iria buscá-la.
Quando Marcos saiu, aproveitando uma estiagem da chuva, encontrou-a no ponto de ônibus. Ela pediu que lhe fizesse companhia, pois a rua estava deserta e ela não queria ficar sozinha. De repente, a chuva começou a cair novamente, bem forte e então eles correram para dentro do prédio, que, naquela altura, estava praticamente vazio. Só o pessoal da limpeza trabalhava.
Eles ficaram muito molhados, com as roupas coladas nos corpos. Ela com a roupa totalmente transparente, revelando todo o contorno do corpo e os seios, porque ela estava sem sutiã. Uma visão esplêndida os seios pontudos e os mamilos intumescidos parecendo querer furar a blusa. Eles entraram em uma sala para esperarem sentados que parasse de chover.
- Marcos, eu estou com muito frio por causa dessa roupa molhada. Me abraça, por favor...
Ele, então, a envolveu com os braços e ela estreitou o corpo contra o dele, a fim de se aquecerem mutuamente.
- Espera um momento.
Ela foi até a porta e fechou com o trinco. Voltou tirando a blusa pela cabeça, revelando os seios perfeitos como se fossem duas frutas frescas. Abriu a camisa dele, colou o seu peito no dele e envolveu-o com os braços, puxando-o para si. Passados alguns minutos, pegou uma das mãos dele e pôs sobre um dos seus seios. Em seguida beijou-o, sedenta. Ela colou o corpo no dele. Ele não resistiu e entregou-se, muito excitado.
- Eu quero ser sua, mor. Mas eu tenho medo. Sou virgem.
Pegou a mão dele e pôs entre as suas pernas. Ele sentiu a umidade que encharcara a calcinha e o calor que expressava a o desejo dela. Marcos não aguentando mais de tesão, levantou-a no colo, colocou-a sobre uma carteira e tirou, apressado, a calcinha dela. Ela abriu as pernas expondo toda a beleza em flor. Ela puxou o rosto dele pedindo que lhe beijasse.
- Vem, meu amor. Me faz sua mulher. Quero ser toda sua.
Então, ele fez, vagarosamente, carinhosamente. Foi lhe invadindo, preenchendo com todo o seu amor e desejo. E lhe fez mulher com um orgasmo louco de prazer.
Yasmin ficou por alguns instantes com os olhos fechados, satisfeita, extasiada. Eles ainda estavam unidos. Depois abriu-os e disse:
- Te amo... muito.
De repente, levantou-se.
- Meu pai já deve ter chegado. Vou embora meu amor!
Pôs a calcinha rapidamente. Depois, a saia e pediu que Marcos lhe vestisse a blusa. Ele fez, com todo prazer, acariciando os seios rijos e intumescidos, beijou cada um deles.
- Ai, amor eu queria tanto ficar contigo... – Ela disse passando a mão no rosto e um dedo nos lábios dele.
Deu um beijo em Marcos e saiu correndo da sala, impregnada com o cheiro de amor e sexo. Voltou em seguida, e, da porta, disse:
- Adorei a aula, professor! Mas faço questão de ficar em recuperação nessa matéria. Até amanhã, minha paixão!
(MARIO REZENDE)
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